Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores nasceu em Moura onde estudou até aos 15 anos. Depois continuou os seus estudos em Beja e depois em Lisboa. Fez o bacharelato em Biologia e até 1977 foi professor do ensino secundário. Neste ano ingressou na Polícia Judiciária e foi o primeiro classificado no curso de investigação criminal. Até 1990 pertenceu a brigadas de furto qualificado, assalto à mão armada e homicídios. Várias vezes louvado deixou aquela instituição para se dedicar à vida académica. No entanto, regressa dois anos depois para junto da então direcção da PJ com a incumbência de proceder aos estudos e avaliações do movimento criminal. É nestas funções de assessoria que participa nos Casos de Polícia, programa da SIC que marca uma viragem nas relações entre polícia e comunicação social.
Conhecido por ser um trabalhador incansável, minucioso e rigoroso, embora com uma actividade policial intensa foi sempre estudante-trabalhador. Licenciou-se em História, depois fez Sociologia, especializando-se em Sociologia Urbana, e mais tarde em Criminologia no Instituto de Criminologia da Lausanne e depois na Sorbonne, onde lecciona. Neste momento prepara o seu Doutoramento em História das Ideias. Simultaneamente desenvolveu intensa actividade como escritor. Ensaísta, o seu trabalho sobre Antero de Quental foi considerado pela crítica um dos melhores estudos do centenário da morte do poeta filósofo, romancista, o seu nome está ligado aos projectos da maior qualidade da televisão portuguesa. Várias vezes premiado em Portugal e no estrangeiro, tem alguns dos seus livros traduzidos em inglês, francês, italiano e mandarim.
Neste momento está Presidente da Câmara Municipal de Santarém, enquanto colabora regularmente em vários jornais e revistas nacionais. Desenvolvendo estudos sobre a violência e morte violenta, dirigiu a equipa que identificou e trasladou os mortos do cemitério da Aldeia da Luz, numa das operações científicas mais impressionantes dos últimos anos.
No que respeita à política é independente. Depois de na juventude ter vivido a euforia decorrente do 25 de Abril (que o apanha com 21 anos), afastou-se de qualquer actividade política. Já depois de ter abandonado a PJ, aceitou por duas vezes integrar, na qualidade de independente, listas do PS à autarquia de Moura e de Lisboa mas com o aviso prévio que não estaria disponível para aceitar lugares de acção política. Sempre repetiu que se alguma vez experimentasse a política seria de forma dedicada e com espírito de missão. O momento chegou agora. Residindo em Santarém, confrontado com a degradação da Cidade e do Concelho, depois de pressionado por amigos, estimulado pela dificuldade da tarefa que tem pela frente, decidiu avançar. O PSD deu-lhe apoio depois de ter ficado claro que o combate que vai travar é pela população e para trazer Santarém para a ribalta do País, sem preocupações político-partidárias.