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Santarém é um livro de pedra em que a mais interessante das nossas crónicas está escrita.” (Almeida Garrett)

Santarém, cidade e concelho, proporcionam múltiplas leituras do seu território. Na cidade, que se deve conhecer a pé, destacamos os templos construídos entre os séculos XIII e XV, que lhe conferem o epíteto de “Capital do Gótico” português, e a visita ao Jardim das Portas do Sol, com o seu novo Centro de Interpretação “Urbi Scallabis”. Nele se antecipa ou complementa a interpretação da paisagem cultural escalabitana ao longo de várias épocas históricas.

No concelho, a prática de actividades ligadas ao ar livre são uma proposta irrecusável. Para Sul fica a paisagem do rio Tejo e os campos férteis da Lezíria, marcada por extensos vinhedos alinhados em traços de geometria aperfeiçoada; para Norte, já no Bairro, são os olivais que preenchem a paisagem. Continuando a subir até aos limites do Concelho, depara-se-nos o manto florestal que é o prenúncio da paisagem carsa. Dominam os grandes maciços calcários do Parque Natural da Serra d’Aire e Candeeiros que, com os seus algares, grutas ou pequenos recantos, deslumbram quem procura momentos de evasão em pleno contacto com a natureza. 

Por fim, os eventos ligados a essa trilogia ribatejana única do cavalo, do toiro e do campino, ou aos sabores ancestrais que provêm da terra e do rio, confirmam o protagonismo de Santarém, a sua personalidade autêntica, e completam um cenário onde o uso activo da mente e do corpo dão qualidade ao lazer.

Como cantou o poeta Miguel Torga, em qualquer aventura, o que importa é partir… 

 

Busto de Alexandre Herculano
Cópia de um busto de Alexandre Herculano da autoria do escultor francês Anatole Calmels, contemporâneo do próprio Herculano e mestre da Duquesa de Palmela. Esta réplica foi inaugurada em 1935 e originariamente instalada no Jardim da República. Na década de 40 foi transferida para o Jardim das Portas do Sol no tempo da vereação do capitão Romeu Correia.
Actualmente, encontra-se implantado na Avenida José Saramago.

Busto Braamcamp Freire
Busto da autoria do escultor Teixeira Lopes, datado de 1935.
Inicialmente colocado no Jardim das Portas do Sol (1935), foi transferido em 20 de Abril de 2005 do Jardim das Portas do Sol para a Rua Braamcamp Freire, permanecendo agora no passeio defronte à Biblioteca Municipal, cujo edifício foi, aliás, doado pelo ilustre republicano - que ocupou os cargos de presidente das edilidades de Lisboa e de Loures e da Assembleia Nacional Constituinte - ao município Scalabitano.

Busto de Celestino Graça
Busto de autoria de Domingos Soares Branco, inaugurado a 17 de Setembro de 1977. Monumento que nasceu da contribuição de um grupo de amigos do homenageado e que também viu muito discutido, na altura, o local de implantação.
Celestino Graça nasceu a 9 de Janeiro de 1914, na aldeia do Graínho, tornando-se numa das principais referências culturais.
Celestino Graça, estimulou a criação de grupos folclóricos que preservassem as tradições regionais e que pudessem participar na Feira do Ribatejo, tendo ele próprio, dado o exemplo, corria o ano de 1955 quando pela sua mão, um grupo de homens e mulheres do Graínho e das Fontaínhas se juntou para cantar e dançar as modas de antanho.
Está instalado junto à Praça de Toiros, no antigo Campo da Feira do Ribatejo, à qual Celestino dedicou a sua vida.

Busto de D. António Francisco Marques - Bispo de Santarém
Monumento em memória do primeiro bispo da Diocese de Santarém, D. António Francisco Marques, do escultor Fenando Marques. O busto foi inaugurado a 19 de Março de 2007 e colocado no Largo da Piedade.





Busto de Guilherme de Azevedo
Inicialmente sito no Largo da Alcáçova, junto ao Jardim das Portas do Sol, foi recolocado no Beco da Rua Guilherme de Azevedo a 6 de Abril de 2005, com uma nova peanha.
O monumento da autoria de Fernanda Assis foi inaugurado, inicialmente, a 19 de Junho de 1993. 
Poeta e jornalista contemporâneo de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, amigo e colaborador de Bordalo, Guilherme de Azevedo é uma figura querida da cidade.

Busto Padre Francisco Nunes da Silva – Padre Chiquito
Padre Francisco Nunes da Silva, conhecido por “Padre Chiquito”, foi um grande defensor do operariado de Santarém. Em sua homenagem foi erigido, por subscrição pública, um busto da autoria do escultor Rodrigo de Castro, inaugurado a 1 de Maio de 1919, Dia do Trabalhador. Localiza-se no Largo Padre Chiquito.

Capela de Nossa Senhora do Monte
Obra do gótico ducentista, a Ermida de Nossa Senhora do monte foi criada no século XII no Outeiro do Monte (nas proximidades da Calçada do mesmo nome) para cristianização de um espaço religioso antigo. A partir de meados do século XIII tornou-se o centro do primitivo bairro dos leprosos por escambo com a Colegiada de Santa de Alcáçova, a quem pertencia a ermida pelo menos desde 1191.
De 1231 até 1269 a ermida foi objecto de uma contenda judicial entre os gafos e os cónegos da Alcáçova e nos finais do século XIII assistiu à decisão real que levou os gafos de Santarém para longe dos Mosteiros (entretanto estabelecidos no espaço Fora de Vila) e do Paço Real, localizado nas suas proximidades. A saída dos gafos data dos princípios do século XIV, entre 1302 e antes de 1344. Embora este acontecimento revolucionasse a vida habitual dos gafos, estes não abandonaram a Ermida do Monte, contribuindo para a sua conservação e melhorias. Está classificada como Monumento Nacional desde 1917.
Tutela da Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Casa Museu Passos Canavarro _ Fundação Passos Canavarro
A Casa-Museu da Fundação Passos Canavarro, sedeada na casa adquirida em 1841 por Passos Manuel e Gervásia de Sousa Falcão, foi imortalizada por Almeida Garrett nas “Viagens na Minha Terra”. Situa-se onde, nas origens da nacionalidade, conforme confrontações históricas, se situava o Paço de D. Afonso Henriques. Neste propósito escreveu Garrett: “Notável combinação do acaso! Que o ilustre e venerando chefe do partido progressista em Portugal, que o homem de mais sinceras convicções democráticas, e que mais sinceramente as combina com o respeito e adesão às formas monárquicas, esse homem, vindo do Minho, do berço da dinastia e da Nação, viesse fixar aqui a sua residência no alcáçar do nosso primeiro rei, conquistado pela sua espada num dos feitos mais insignes daquela era de prodígios!” [in “Viagens na Minha Terra”, Cap. XXVIII”].
Em 1937, nasceu aqui, no quarto onde pernoitou Garrett, Pedro Canavarro, o fundador e doador da Colecção que constitui o espólio desta Casa-Museu. Trata-se de uma Colecção composta maioritariamente por artes decorativas, incluindo pintura, mobiliário, porcelanas e outros objectos. Pedro Canavarro viveu em meados da década de 60 no Japão, pelo que a arte oriental tem um destaque central.
Este edifício alberga ainda as doações da pintora francesa Mimi Fogt e as xilogravuras de Pedro de Sousa, doadas à Fundação por Magda Avelar Pinheiro, sua mulher, e André de Sousa, o seu filho.
Fotografia de Sylvia Gallagher
Horário: 10h00 às 18h00, de terça a domingo
Sito Largo da Alcáçova
www.fundacaopassoscanavarro.pt

Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire
A Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire encontra-se instalada num característico palacete ribatejano, reconstruído nos meados do séc. XIX, sendo alvo, ao longo dos anos, de recuperações e remodelações, com o intuito de adaptar o imóvel às novas realidades socioculturais.
No 2º piso situa-se o núcleo museológico. Este é composto por peças de pintura, escultura, mobiliário, arte decorativa em louça e faiança, vidro, marfim, mármore e metais, bem como importantes exemplares de gravura.
A esta colecção foram acrescentados, entre outros, os acervos artísticos da Biblioteca Camões e a pinacoteca da jornalista Manuela de Azevedo.
Na pinacoteca salienta-se a presença de pintores portugueses como Josefa d’Óbidos (1630 – 1684), Tomás de Anunciação, Francisco Matrass, Miguel Ângelo Lupi, José Malhoa (séc. XIX). Da pintura estrangeira sobressaem o Baptismo de Cristo de Pieter Coeck Van Aelst (atribuição de Luís Reis Santos), bem como óleos de Quinchardte, Drogstroot e Dirk Stoop.
Horário: Segunda a Sexta-feira das 9h30 às 18h00 | Encerra aos Fins-de-semana e feriados.
Morada: Rua Braamcamp Freire2000-094 Santarém
Telefone: 243 330 240 | Fax: 243 304 479 | Correio electrónico: biblioteca@cm-santarem.pt

Castelo de Alcanede
O Castelo de Alcanede ocupa um promontório cuja primitiva ocupação parece integrar-se na lógica do povoamento castrejo da pré-história. Durante a ocupação romana este primitivo povoado foi, provavelmente, tomado, fortificado e posteriormente reforçado e ampliado pelos muçulmanos. Reconquistado pelo conde D. Henrique em 1091, sucumbiria novamente aos ataques sarracenos, até à sua posse definitiva por D. Afonso Henriques, em 1147.
Caberia a D. Gonçalo Mendes de Sousa o Bom (c.1129 t 25.03.1190), nomeado alcaide-mor do castelo em 1163, a responsabilidade inicial da reedificação e ampliação do recinto amuralhado e do povoamento e organização da vila. Porém, a partir de finais do século XII, o castelo passou a fazer parte do património doado pelos reis de Portugal às ordens militares-religiosas. D. Sancho I acabaria por entregar a fortaleza ao mestre Gonçalo Viegas e freires da ordem de Évora em 1187, tendência que D. Dinis confirmaria em 1300 e 1318, ao doá-la aos freires-cavaleiros de Avis, que entretanto tinham adquirido certa independência relativamente à casa-mãe.
Datam do reinado dionisino algumas das estruturas mais importantes do castelo, como a torre de menagem, corada por merlões. A prossecução das obras do castelo não foi porém conseguida sem dificuldades, como prova a isenção dada por D. Fernando em 1370 aos homens da vila de Alcanede de participar nas obras do castelo de Santarém, desde que reparassem as muralhas do seu próprio castelo. Ainda assim, durante a crise de 1383-85 o castelo de Alcanede conta-se entre os que apoiaram a causa do mestre de Avis, tendo o seu alcaide, Álvaro Vasques, integrado as forças portuguesas que combateram em território de Castela.
Sob o reinado de D. Manuel o castelo conheceu novas obras de beneficiação, muito pelo empenhamento pessoal do monarca, não apenas relativamente ao complexo defensivo (cujas obras custeou parcialmente), mas também à vila, a quem concederia foral, em 1514. Porém, o terramoto de 1531 abalou-lhe a estrutura, marcando o início da sua decadência. Sem função militar nem importância estratégica, chegou a um estado de completa ruína até ao primeiro quartel do século XX.
Finalmente, em 1943, foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto 32973, de 18 de Agosto, sofrendo importantes obras de consolidação e reedificação nos anos 40, sob a responsabilidade da DGEMN. As obras tiveram início em 1941, com a reconstrução da cantaria e alvenaria, segundo os vestígios existentes. Uma segunda campanha de obras teve lugar entre 1944 e 1949, durante a qual foram reconstruídas muralhas, torres e barbacã, bem como construída a escada e a abóbada da torre. Também em 1954 e 1973 se realizaram novas obras de consolidação e conservação dos paramentos do troço muralhado.
A nível estrutural o castelo apresenta uma planta de formato oval, com as muralhas envolvendo a praça de armas, que ainda possui adarve e uma cisterna. A barbacã subsiste nalguns pontos, nela se destacando um cubelo de planta elíptica. A torre de menagem, constituída por merlões rectangulares, é de planta rectangular, dando acesso ao monumento através de uma porta em arco de volta perfeita encimada por cartela heráldica.
Freguesia de Alcanede

Elemento Escultórico alusivo a Braamcamp Freire, sito no Jardim da Liberdade

 

 

 




Escultura “Pega de Caras”
Conjunto escultórico de Adália Alberto, sito o Jardim da Liberdade, composto por 8 forcados e um touro.
Na elaboração desta obra foi usado como suporte o mármore de Estremoz, Lioz Vermelho, amarelo, negrais, verde Guatemala e mármore Ruivina.
Sito no Jardim da Liberdade, inaugurado a 24 de Junho de 2010.

Escultura Ponto de Partida
Escultura em ferro e cimento da autoria de Carlos Ramos, 2006.
“Caminhando lado a lado sem destino ou percorrendo uma parte incerta, desaparecemos do resto da humanidade. Não vale jogar às escondidas e é por isso que andamos sempre de pé para que todos nos vejam sem que se apercebam da nossa presença. Quanto a mim não tenho pressa de chegar (que para falar a verdade, nem sei bem onde havemos de ir parar).
Já nem me lembro do dia em que partimos.
O tempo é tão relativo.
Só faz sentido o tempo que o leva a acreditar…
Meu amigo já sinto falta de terra vamos, anda lá, para ti não há-de faltar muito.”
José Redondo
(Texto inscrito na base)
Conjunto escultórico, sito no Jardim da Liberdade, inaugurado a 24 de Junho de 2010

Estátua Afonso Henriques - O Conquistador
Estátua fundida a partir do gesso original, do escultor Soares dos Reis, que foi cedida pelo Regimento de Artilharia Serra do Pilar, pela COSME – Fundição de Arte de Canelas, lda, instalada num pedestal no Jardim das Portas do Sol.
Inaugurada a 19 de Março de 1999, no âmbito das Festas da Cidade.


Monumento do Cônsul Português Aristides de Sousa Mendes
O Monumento a Aristides de Sousa Mendes lembra um importante período da História do século XX: o holocausto. Em 1940, o diplomata português possibilitou a fuga de cerca de 30 mil refugiados. Ao salvar da morte milhares de judeus condenados à morte pelos nazis, passando Vistos de Saída de França para fora da Europa, desobedeceu deliberadamente às ordens de Salazar e foi por isso condenado pelos seus superiores.
O monumento é constituído por três figuras em bronze, sendo a figura central a do Cônsul rodeada de duas pequenas figuras de judeus, com idades diferentes. Tudo assenta numa plataforma hexagonal de cujos lados saem dois lados dum triângulo equiláteros, formando no seu todo uma forma simbólica configurando uma estrela de seis ponta alegórica à religião judaica (estrela de David), executadas em pedra da região.
Inaugurada a 3 de Abril de 2008
Criação artística – Margarida Santos, escultora
Sito na rotunda de acesso à Rua Aristides de Sousa Mendes

Estátua D. Fernando - o Infante_ Santo
Datada de 1957, a estátua de D. Fernando da autoria do escultor Leopoldo de Almeida, só foi instalada em 1962, defronte da Escola Prática de Cavalaria, no Largo Infante Santo.

 

 



Estátua de São Domingos
Estátua da autoria do escultor Armando Ferreira, erigida na rotunda do cruzamento da Av. Nossa Senhora de Fátima com a estrada de São Domingos.

 

 

Estátua Dr. José Manuel Gonçalves Nogueira
Estátua em homenagem ao médico José Manuel Gonçalves Nogueira, inaugurada a 10 de Janeiro de 2009, junto à Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Santarém, no ano em que se assinalaram os 50 anos de actividade e dedicação deste clínico à população do Concelho de Santarém.
Execução do escultor Francisco Salter Cid.



Estátua “Eu sou o meu próprio Cavalo”
Estátua do escultor António Santos Lopes, colocada na rotunda do antigo Presídio Militar aquando da beneficiação da estrada de S. Domingos.



Estátua Marquês Sá da Bandeira
Localizada no Largo do Seminário, esta estátua é da autoria do escultor Simões de Almeida (sobrinho) e base da autoria de Francisco dos Santos. Monumento inaugurado em 18 de Maio de 1928 após uma subscrição pública que se arrastou durante anos, tendo mesmo sido solicitada e autorizada pela administração central uma venda de selos para recolha de fundos.

Estátua Passos Manuel
Estátua da autoria de Armando Ferreira, foi inaugurada a 23 de Novembro de 1996, sendo a peanha alterada em 5 de Janeiro de 2005, com a adição de mais uma pedra em forma cilíndrica para elevar mais a estátua.
De seu nome verdadeiro Manuel da Silva Passos, foi uma das mais destacadas personalidades do Liberalismo português oitocentista. Nasceu a 5 de janeiro de 1801, em Guifões, no distrito do Porto, e morreu a 16 de janeiro de 1862, em Santarém.
Sita no Largo do Carmo, vulgo Largo do Governo Civil.

Estátua Pedro Álvares Cabral
Estátua do escultor Domingos Soares Branco, datada de 1972. Inicialmente localizada no Largo Cândido de Reis, frente ao antigo hospital, situa-se, hoje em dia, no Largo Pedro Álvares Cabral perto da Igreja da Graça onde se encontra a sepultura de Pedro Álvares Cabral, em campa rasa, constituída por uma laje rectangular simples gravada com inscrições em caracteres góticos.

Monumento a Salgueiro Maia, à Escola Prática de Cavalaria e à Liberdade
Estátua de Salgueiro Maia
Inaugurado a 24 de Abril de 1999 e inicialmente colocado no Largo Cândido dos Reis, junto ao Comando da Polícia de Segurança Pública, esta obra foi executada pelo escultor Álvaro França. Posteriormente, a Estátua Salgueiro Maia foi transferida para o Jardim dos Cravos, na altura da inauguração do mesmo, em 25 de Abril de 2006. Esta zona verde localiza-se junto à entrada de Santarém pela Estrada Nacional 3, e foi construída para homenagear o militar de Abril.

Frei Luís de Sousa – III acto de Almeida Garrett
Obra escultórica de Erika Braz, colocada no Jardim da Liberdade, em frente ao Tribunal, inspirada na última cena do III acto da peça teatral “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett.
Conjunto escultórico, sito no Jardim da Liberdade, inaugurado a 24 de Junho de 2010.

Fonte das Figueiras, vulgarmente conhecida por “Fonte Mourisca”
O Chafariz gótico do século XIII-XIV, construído junto a uma calçada de ligação entre a urbe e o Vale de Atamarma, também designada das Figueiras, é uma interessante obra de arquitectura civil do gótico trecentista de silhares de cantaria e alvenaria de calcário.
O Chafariz das Figueiras consta de uma estrutura em alpendre, também ela ameada de merlões pontiagudos, com abóbadas de cruzaria, que protege uma bica que nasce no próprio muro.
A estrutura alpendrada, assente sobre três arcos quebrados, que resultou da comparticipação do rei e do município – associação bastante comum nas obras públicas da antiga vila-, encontra-se valorizada pela presença das armas reais e do concelho em brasões de cadeado colocados nas face Poente e Sul da construção. As armas do rei parecem reportar-se a D. Dinis, senão mesmo a D. Afonso IV, com os escudetes laterais virados ao centro. As armas do município revelam grande perfeição, sendo o escudo ladeado por decoração floral entrelaçada.
Classificação Monumento Nacional em 1910

Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia é uma construção dos meados do século XVI (1559) e conta com a assinatura do arquitecto da casa real Miguel Arruda.
É um exemplar perfeito de igreja-salão, de três naves, todas à mesma altura, com abóbadas de nervuras cruzadas, iluminadas por seis janelas rectangulares e sustentadas por dez colunas toscanas, todas elas decoradas com ornatos brutescos, elementos que criam a espacialidade rasgada e conferem monumentalidade ao conjunto. A obra decorreu por empenhamento da rainha D. Catarina, regente pelo seu neto D. Sebastião, desde 1559 até 1606.
No interior conserva-se uma sepultura rasa, epigrafada, de Nuno Velho Pereira (…-1609), uma das personalidades mais significativas da época da expansão portuguesa no mundo, capitão da Índia e patrocinador da Santa Casa da Misericórdia. Com o terramoto de 1755 perdeu-se a primitiva fachada da Igreja. Esta foi substituída por outra barroca.
Tutela da Santa Casa da Misericórdia de Santarém

O Órgão de Tubos instalado na Igreja da Misericórdia foi originalmente assente no coro alto do lado do Evangelho, com colocação lateral. Com o restauro, em 2008 pelo mestre Dinarte Machado, colocou-se ao centro do mesmo coro, em posição frontal para o altar.
É um instrumento representativo da organaria portuguesa construído em 1818 por António Xavier Machado e Cerveira (1756-1828), um dos maiores organeiros do seu tempo.
Rua Primeiro de Dezembro, 2000 Santarém
Classificação Monumento Nacional: 1922-06-29 e 1922-11-30

Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Sé)
A Igreja da invocação de Nossa Senhora da Conceição, inicialmente dos padres da Companhia de Jesus e, depois de 1780, do Seminário Patriarcal de Santarém, é um dos mais importantes e formosos monumentos sacros do património scalabitano.
Trata-se de um edifício de estrutura e fachada maneirista construída entre 1672 e 1711. O frontispício da igreja possui cinco corpos distintos, dando uma forte impressão de força e poder. Impressão de poder que são aumentados e complementados com as duas partes simétricas do conjunto edificado, formando como que um uno e grande palácio de Deus.
O interior do templo de uma só nave possui oito capelas laterais, onde o esplendor e riqueza do barroco nos deslumbram, em nítido contraste com a sobriedade do frontispício. O tecto da nave, de pintura prospética, de 1728 com a iconografia da ascensão de Nossa Senhora, figuras Jesuítas e alegorias às partes do Mundo então conhecido.
O belo tecto da Capela-Mor é obra, em perspectiva arquitectónica, do pintor escalabitano Luís Gonçalves de Sena, executada em 1754 e que complementa o encantamento que toda a decoração interior nos transmite.
Recentemente, a Igreja e o antigo Seminário de Santarém foram concedidos, pela Santa Sé, para sede da Catedral ou Sé e Paço Episcopal da Diocese de Santarém, nomeando-se o seu primeiro Bispo, em 16 de Julho de 1975.
O órgão de tubos da Igreja da Sé encontra-se ao centro do coro alto, numa posição de frente para a capela-mor. Este órgão é o único, dos oito que constituem o património organístico da cidade de Santarém, que não faz parte da organaria ibérica. A sua origem é britânica, foi construído pelo organeiro inglês James Chapman Bishop, em 1835.
Foi objecto de intervenção em 2008 levada a cabo pelo mestre organeiro Nuno Rigaud.
Sita na Praça Sá da Bandeira
Classificação Monumento Nacional: 1917-03-14
Tutela Diocese de Santarém

Museu Diocesano de Santarém, tesouros dedicados ao culto divino
O Museu Diocesano de Santarém, integrado no projeto da Rota das Catedrais, situado na Praça Sá da Bandeira, possui verdadeiros tesouros vivos dedicados ao culto divino.
Instalado na ala norte do antigo Colégio dos Jesuítas, erguido sobre as ruínas do antigo Paço Real, o museu mostra, além do património arquitetónico, parte do acervo de centenas de pinturas, esculturas e outro património religioso das 111 paróquias que integram a Diocese de Santarém, depois de um aturado trabalho de inventariação, conservação e restauro.
Morada:
Praça Sá da Bandeira
Edifício do Seminário
2000-135 Santarém
Contatos: Tel. 243 304 065
E-mail: geral@museudiocesanodesantarem.pt
http://www.museudiocesanodesantarem.pt/

Horário:
Abertura: segunda a sexta-feira das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 | sábado e feriados civis das 10h00 às 19h00 (18h00 novembro a março) | domingo e dias santos das 14h00 às 19h00 (18h00 novembro a março)
Encerramento: terça-feira; 1 de janeiro; sexta-feira Santa; 24 a 31 de dezembro
Preçário:
Bilhete Individual
Normal (18-65 anos): 4 euros
Sénior (> 65 anos): 3 euros
Júnior (10-17 anos): 2 euros
Infantil (até 9 anos): gratuito
Bilhete Grupo
Bilhete Família (4 ou + pessoas): desconto 10%.
Bilhete Escola – ensino obrigatório (10 ou + pessoas) desconto 15%.
Bilhete Pastoral Diocesana de Santarém (10 ou + pessoas) desconto 20%
Tutela Diocese de Santarém


Igreja de Nossa Senhora da Graça (de Santo Agostinho)
Construção do início de 1380, com o apoio de João Afonso Telo e sua mulher D. Guiomar de Vilalobos, só foi terminada por volta de 1420.
É um grande e belo templo característico do gótico pleno português, com três naves definidas por arcos ogivais, assentes em duas alas de colunas encimadas por capitéis ornados de motivos vegetalistas e de alguns, muito poucos, com motivos antropomórficos. A iluminação é feita através de janelas ogivais e transporta-nos para um espaço que reflecte a ideia da época, “Deus é luz “.
A fachada com a rosácea e o portal flamejante são de uma harmonia perfeita dentro da profusão de elementos decorativos do gótico flamejante.
Como panteão dos Meneses, a Igreja da Graça conserva importantes túmulos daquela família, que lhe engrandecem o acervo da tumulária artística da cidade e lhe conferem um significado extremo no campo da história do enterramento, da heráldica e da epigrafia.
Para além do túmulo mais recente dos fundadores, D. João Telo de Menezes e sua mulher Guiomar de Vilalobos, salienta-se o mausoléu de D. Pedro de Meneses, com o seu jacente e da sua última mulher, D. Beatriz Coutinho, a lápide do descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral e de sua mulher D. Isabel de Castro, camareira-mor da Infanta D. Maria.
Classificação Monumento Nacional: 1910-06-16
Sito Largo Pedro Álvares Cabral
Tutela da Diocese de Santarém e Direção Geral do Património Cultural

Igreja de Nossa Senhora da Piedade
A Igreja de Nossa Senhora da Piedade foi mandada edificar no ano de 1664, por iniciativa régia de D. Afonso VI, sob traças do arquitecto régio João Nunes Tinoco, aquando da reestruturação da área urbana do Paço Real de Santarém.
A história da Igreja anda ligada a uma pequena ermida arranjada/fundada pelo arrábido capucho, Afonso da Piedade, em 1611. Esta rivalizava com a Ermida de Nª Sª da Guadalupe, fundada no reinado de D. Afonso V. Foi à volta desta imagem que ocorreram «os sinais milagrosos» (26 e 27 de Maio de 1663), que os crentes e depois a Sé de Lisboa vieram a chamar o «Milagre da Sª da Piedade» associados com a vitória portuguesa na Batalha do Ameixial, que praticamente pôs fim à Guerra da Restauração (11 de Julho de 1663).
Em Janeiro de 1664, o Rei D. Afonso VI decide mandar erguer uma Igreja com patrocínio real, dedicada à Senhora da Piedade, aproveitando os alicerces da sua ermida.
Em 1665 começaram as obras mas só foram acabadas nos finais do reinado do irmão do fundador, D. Pedro II, entre 1688 e 1691.
O órgão “positivo” de armário, da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, foi objecto de intervenção em 2008, levada a acabo pelo mestre Dinarte Machado. Encontra-se no coro alto e antes do presente restauro estava instalado do lado do Evangelho, com colocação lateral.
É um instrumento característico da escola de organaria Portuguesa, construído em 1795, pelo organeiro Joaquim António Peres Fontanes (1700-c1820).
Classificação IIP (Imóveis de Interesse Público): 1934-08-11
Sita Rua Serpa Pinto / Praça Sá da Bandeira
Tutela Diocese de Santarém


Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Marvila
O edifício da Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Marvila é uma reconstrução dos princípios do século XVI, levada a cabo pelo impulso do rei D. Manuel I, sobreposta na estrutura gótica preexistente. As linguagens do manuelino estão bem expressas em toda a igreja, sobretudo no portal da fachada. O interior do templo apresenta três naves, divididas por arcos plenos, clássicos que se encontram assentes sobre grossas colunas com bases animadas de “garras-enrolamentos” e encimadas por belos capiteis jónicos. As paredes estão revestidas de azulejos de várias cores e de enxadrezado azul e branco, datados de 1617, 1620, 1635 e 1639.
O pórtico do templo de Marvila, símbolo do chamado estilo manuelino é esplendorosamente belo e elegante, com arcos policêntricos trilobados que são envolvidos por troncos e outros ornamentos típicos do estilo do Rei Venturoso tais como o cordame misturado com motivos vegetalistas.
O órgão de tubos da igreja de Marvila, restaurado em 2008 pelo mestre Dinarte Machado, é um instrumento característico da organaria portuguesa construído em 1817 por António Xavier Machado e Cerveira (1756-1828).
O órgão, que hoje chamamos de Marvila, pertencia ao extinto Convento de Santa Clara de Santarém e por despacho ministerial de 7 de Novembro de 1902 foi doado à Igreja Paroquial de Marvila, após ter sido restaurado pelo organeiro José Linhares, de Lisboa. Foi instalado no coro alto desta Igreja e inaugurado em 19 de Março de 1903, na festividade de São José.
Classificação Monumento Nacional: 1917-08-27
Sito Praça Visconde Serra do Pilar
Tutela Diocese de Santarém

Igreja de Nossa Senhora de Jesus do Sítio
A Igreja de Nossa Senhora de Jesus do Sítio (Igreja do Hospital de Jesus Cristo de Santarém) é uma estrutura integrada num conjunto edificado que faz parte do antigo Convento dos Franciscanos da Ordem Terceira. No século XIX foi transformado em hospital e hoje é um estabelecimento de ensino e sede dos serviços da Santa Casa da Misericórdia de Santarém.
Esta igreja foi edificada entre 1615-1649 e ocupou o espaço da antiga ermida medieval de Santa Maria Madalena. O seu frontispício constitui um exemplo representativo do "estilo chão" da autoria, como sugere Vítor Serrão, de Mateus do Couto. O coro alto ocupa os dois primeiros tramos da nave e por baixo surgem duas capelas laterais por banda. Podem aqui ser apreciados azulejos azuis e brancos do século XVII e pinturas murais no tecto do coro e capelas colaterais, de autoria de António Simões Ribeiro.
O órgão de tubos, colocado no transepto da Igreja de Nossa Senhora de Jesus do Sítio foi restaurado em 2008 pelo mestre organeiro Nuno Rigaud.
Este instrumento foi construído por autor ainda desconhecido, na segunda metade do século XVIII. Poderá ser um “antigo” órgão adquirido pela Santa Casa da Misericórdia antes de 1799, de que falam alguns documentos.
Classificação Monumento Nacional: 1923-02-08
Sito Largo Cândido dos Reis
Tutela da Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Igreja de S. Nicolau
A Igreja Paroquial de S. Nicolau de Santarém é uma construção maneirista de 1613. Resulta de uma reedificação no espaço da antiga igreja gótica ali existente e que foi destruída por um violento incêndio.
A fachada é simples, impressionando pela sua verticalidade de linhas e revelando características maneiristas. Desenvolve-se em cinco corpos divididos por pilastras verticais assimétricas. Possui apenas uma torre, não muito alta, encimada por pináculos e esferas.
A igreja de S. Nicolau tem agregada uma capela, cujo orago é S. Pedro que possui o magnífico túmulo gótico de Fernão Rodrigues Redondo, datado do século XIV e que está classificado também como monumento nacional.
O órgão de Tubos da Igreja de S. Nicolau foi objecto de restauro em 2008 pelo mestre organeiro Dinarte Machado. É um órgão positivo de armário, com caixa construída em madeira de pinho de Flandres e posteriormente pintada.
Este instrumento é característico da escola de organaria Portuguesa, construído em 1818, por António Xavier Machado e Cerveira (1756-1828).
Classificação Monumento Nacional, a partir de decisão administrativa baseada na ZEP de 1947-01-07
Sito no Largo Ramiro Nobre
Tutela da Diocese de Santarém

Igreja de Santa Cruz
A Igreja de Santa Cruz, sita na freguesia de Santa Iria da Ribeira, edificada nos meados do século XIII, beneficia da introdução do gótico na Vila de Santarém. Entre 1218 e 1260, Santarém passara a ser um importante centro de desenvolvimento arquitectónico, um autêntico estaleiro de construção, sobretudo devido às obras a decorrer nos Mosteiros Mendicantes de Fora de Vila.
A planta de Santa Cruz obedece ao tipo de linguagem introduzido no gótico trecentista de Santarém, revelando-se na Igreja uma estrutura de três naves, divididas em três tramos, «sem transepto», sendo a nave central mais alta que as laterais e com uma cobertura do espaço em madeira.
A aparência exterior salientada da nave central ficou comprometida em 1735, quando se decidiu construir uma torre sineira abobadada e coroada de quatro jarras.
Classificação IIP (Imóveis de Interesse Público): 1950-05-02
Rua de Santa Cruz _ Freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém
Tutela da Diocese de Santarém

Igreja de St.ª Iria
A Igreja de St.ª Iria, situada na Ribeira de Santarém, data do século XII tendo sido reconstruída mais tarde no século XVII. Em 1162, St.ª Iria, era já uma das três paróquias da Ribeira de Santarém.
A Igreja Matriz desta paróquia era St.ª Iria “ a velha”, designada no século XIV por Fernão Lopes como St.ª Iria “ a pequena”.
“A nova” igreja pertenceu ao padroado real e foi priorado até finais do século XIII, altura em que D. Dinis fez a sua doação à Colegiada de St.ª Maria de Alcáçova.
No seu exterior a fachada, barroca, datada de finais do século XVIII, caracteriza-se pela simplicidade onde apenas se abrem três janelas que iluminam o interior da igreja.
Possui vários altares laterais e colaterais dedicados aos vários santos da igreja, e tem ainda como referência no seu interior azulejos azuis e brancos da 1ª metade do século XVIII, produção lisboeta que decora uma dependência anexa à sacristia, cobrindo as paredes que ladeiam as suas quatro capelas.
A cúpula do cruzeiro integra uma pintura decorativa ilusionista - em “tromp - l’oeil”, da autoria de António Simões Ribeiro.
O altar em talha dourada alberga o famoso Cristo de Mont’iraz, escultura em madeira do século XIII.
Tutela da Diocese de Santarém

Igreja de Santa Maria da Alcáçova
A Igreja de Santa Maria da Alcáçova foi fundada em 1154, sete anos depois da conquista de Santarém aos Mouros. De acordo com o plano da construção das Igrejas de então, obedeceu a uma orientação Nascente-Poente, ficando o seu adro a Poente, não se sabendo ao certo se junto da actual pia baptismal, se encostado a Norte do claustro.
Coube aos cavaleiros templários, senhores do eclesiástico de Santarém, a construção da Igreja da Alcáçova, da invocação de Santa Maria, numa tentativa de sagração do território da fortaleza ou cidadela de Santarém. Em 1192 a Igreja de Alcáçova era já colegiada, à qual D. Sancho I fez a repartição das rendas pelos seus 20 cónegos. Nos meados do século XIII passa a assumir funções de Capela Real, estatuto que manteve até 1834.
Na Idade Média aí se manteve uma escola, que perpetuou as suas funções até ao século XVIII. No seu interior vivia também uma comunidade de Clérigos Pobres. Os seus priores e cónegos salientaram-se no mundo da teologia, do direito, da música e das letras, alcançando muitos a notoriedade.
Classificação IIP (Imóveis de Interesse Público): 1984-06-25
Sito Largo de Santa Maria de Alcáçova
(Encerrada ao Público)
Tutela da Diocese de Santarém

Igreja de Santo Estevão (do Santo Milagre)
A Igreja do Santíssimo Milagre situa-se num dos locais mais antigos do burgo escalabitano. Esta antiguidade é atestada pelas características da malha urbana e pelas construções que a rodeiam.
Este edifício religioso está intimamente relacionado com a Lenda do Milagre de Santarém, ocorrido em meados do século XIII e que relata o roubo e a profanação de uma hóstia consagrada por uma residente nesta paróquia.
A origem medieval desta igreja, primitivamente gótica, manifesta-se pela presença dos arcos apontados, ainda visíveis no transepto.
No século XVI a igreja conheceu uma campanha de tal modo profunda que talvez seja mais correcto falar-se duma reconstrução. Dela resultou um espaço renascentista por excelência. Mais tarde, na primeira metade do século XVIII o templo foi objecto de uma campanha barroca, cuja incidência se fez em particular nos retábulos e no coro. Desde então várias têm sido as intervenções de conservação e limpeza resultantes da acção conjunta das entidades eclesiásticas e estatais.
A estreita ligação do edifício ao Milagre de Santarém, ocorrido em 1247 ou em 1266, tem feito dele um lugar de culto e peregrinação particularmente devoto, característica que ainda hoje se mantém. O fervor místico-religioso foi partilhado por numerosos monarcas portugueses que, nas suas deslocações a Santarém, não se prescindiam de uma visita ao Santíssimo Milagre.
Classificação de Monumento Nacional: 1917-3-14
Sito no Largo do Milagre
Tutela da Diocese de Santarém

Igreja de Santa Clara
Começa a edificar-se em 1259, tendo como patrocinador o rei D. Afonso III, que se prontificou a financiá-la e deu-lhe um carácter de instituição real, como se pode verificar pela colocação de armas reais (anteriores à reforma de 1267) na fachada principal da Igreja, a ocidente, e pela dotação anual de uma renda, que lhe atribui a partir de 1265.
A construção da Igreja e Mosteiro de Santa Clara de Santarém beneficiava, por outro lado, da presença de um importante estaleiro de obras sediado na Vila, e responsável pela edificação dos mosteiros dominicano (1222-3) e franciscano (1242), onde o gótico mendicante era notavelmente experimentado.
Os patrocínios régios mantiveram-se pelo menos até 1327, abrangendo apoios financeiros da Rainha Santa Isabel, uma devota franciscana e do próprio marido o Rei D. Dinis. Esses patrocínios estão documentados nos seis brasões abertos nos capitéis das colunas góticas da igreja, quatro dos quais são heráldica de Santa Isabel e de D. Dinis.
Depois da campanha gótica, que definiu a estrutura e volumetria da Igreja e o desenvolvimento de uma importante casa conventual (desaparecida depois de 1907), a igreja sofreu importantes obras na primeira metade do século XVII, depois do tremor de terra de 1531, enquanto que o Mosteiro foi reedificado depois dos dois incêndios de que foi vítima (1668 e 1669).
Surgiram uma nova estrutura e fisionomia da Igreja e uma casa conventual profundamente alterada.
Classificação Monumento Nacional: 1917-03-14
Sita na Av. Gago Coutinho e Sacadura Cabral
Tutela da Diocese de Santarém a Direção Geral do Património Cultural

Igreja do Cemitério dos Capuchos
Igreja de uma só nave, com altar-mor e duas capelas laterais.
Mandada construir pelo município, pode ler-se na porta principal, a data de 1865, marcando o empedrado do exterior a data de 1871. Sem qualquer valor arquitectónico no seu interior, tem, no entanto, de grande beleza e imponência, um belo conjunto de painéis de azulejos, azuis e brancos figurados que se encontram na sacristia anexa e hoje, local de lavagem de ossos e depósito de al, do cemitério municipal.
Na mesma capela, em nicho aberto numa das paredes, uma bela composição escultórica de pedra, do século XVI, alusiva ao Calvário.
Na Parede oposta, com inscrição, podemos ver uma lápide com a data de 1730.

in “Santarém Monumental – Roteiro”
de Octávio da Silva Paes Mendes

O Mosteiro de S. João do Pereiro ou dos Capuchos (como geralmente era conhecido), do orago de S. João Baptista, era um instituto religioso da Ordem franciscana reformada no século XV e XVI, integrado na Província de Santa Maria da Arrábida e que nasceu das sequelas da Batalha de Alcácer Quibir (1578).
Desde as suas origens, este espaço ficou associado às memórias do fundador e do primeiro padroeiro. D. João de Lencastre acompanhou as obras desde o início e mandou erguer ali, duas casas e tribuna, para quando viesse a Santarém, se aposentar e assistir às missas. Requereu ainda que o templo fosse panteão da sua família, para albergar a sua sepultura na cripta da Capela-mor.

Ainda no arco triunfal da igreja subsiste o brasão de armas dos Lencastres, em calcário, com as armas de Portugal, com diferença (filete a negro sobreposto em barra), encimado de elmo de cavaleiro, mas fechado e como timbre um dragão.

O mosteiro capuchinho foi extinto na voragem da legislação liberal de 1834, depois da entrada do exército libertador, em Santarém, a 18 de Maio de 1834. A transferência do Mosteiro para o património municipal motivou o desaparecimento da área conventual. A integração da Igreja no complexo do cemitério municipal acabou por ser decidido, entretanto, como se comprova do Regulamento do Cemitério, publicado nas Posturas Municipais de 1863.
Tutela da Câmara Municipal de Santarém

Mercado Municipal de Santarém
O Mercado Municipal de Santarém insere-se na tipologia dos mercados diários cobertos e veio substituir o mercado ao livre, tradicional, que sobreviveu durante séculos na Praça Velha, actual Visconde Serra do Pilar.
Inaugurado em 1930, o Mercado Municipal de Santarém foi edificado segundo o projecto do Arquitecto Cassiano Branco, no espaço do antigo Chão da Feira ou Fora de Vila.
A decoração azulejar de cinquenta e cinco painéis de azulejos figurativos e de oito decorativos que reveste os vãos das portas exteriores das lojas nas alas directamente ligadas à via pública, deveu-se a uma opção posterior à construção do mercado, não estando contemplada no projecto de Cassiano Branco. Estava em voga nessa época, em Portugal, a decoração exterior com motivos de propaganda turística e de promoção regional. Nesse sentido, o Mercado Municipal de Santarém passava a ser o centro de actividades económicas e sociais de uma região, que viabilizava a divulgação dos valores paisagísticos, culturais, monumentais e etnográficos da capital do Ribatejo. A encomenda foi feita à Fábrica de Sacavém e a sua colocação realizou-se entre 1932 e 1936, com desenhos de C. A. Mourinho e C. Ramos, entre outros.
O Mercado Municipal sofreu obras de recuperação e beneficiação em 1988 que acabaram por o valorizar, definindo-se então a sua paleta de cores num interessante processo de enquadramento paisagístico. Encontra-se abrangido pelo projecto de iluminação dos edifícios classificados da cidade.
Av. Cidade da Covilhã/Rua do Mercado
Imóvel de Interesse Público

Monumento a Bernardo Santareno
O monumento evocativo da vida e obra de Bernardo Santareno (1920-1980) foi inaugurado a 4 de Outubro de 2008, na Rotunda de Vale de Estacas.
Monumento criado com base no símbolo do prémio Santareno de Teatro, pelo artista plástico José Coelho.





Monumento ao Campino
O monumento ao Campino, da autoria do escultor Rui Fernandes, é dedicado à condução de cabrestos. Foi inaugurado a 6 de Junho de 2009, e localiza-se na Rotunda junto aos acessos ao Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, na circular urbana D. Luís I.

Monumento ao Forcado
Estátua de homenagem aos Forcados localizado na Rotunda António Gomes de Abreu, fundador e primeiro Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém.






Monumento dos Combatentes Mortos na I Grande Guerra
Escultura da autoria de Anjos Teixeira, inaugurada a 9 de Abril de 1932, data da célebre batalha de La Lys. Um belo monumento localizado no Jardim das Portas do Sol.


Mosteiro de Santa Maria de Almoster
O Mosteiro de Santa Maria de Almoster foi fundado por iniciativa de D. Berengária Aires, dama da corte da Rainha D. Isabel, em cumprimento do desejo testamental de sua mãe, D. Sancha Pires (t 1287) em fazer erigir em Almoster um mosteiro de monjas cistercienses.
Embora tenha recebido licença papal de Nicolau IV desde 1289, a intenção de edificar o novo mosteiro motivou uma resistência inicial dos bispos de Lisboa, apenas sanada em 1296 por D. João de Soalhães com quem Dona Berengária mantinha relações privilegiadas.
Para a conclusão das obras após a morte da patrona, em 1310, muito contribuiu também o apoio e a protecção de D. Dinis e sobretudo o empenho pessoal de sua mulher, a Rainha Isabel de Aragão, cujas expensas foi mandado edificar o claustro, a enfermaria e outras casas e obras. A Rainha Santa materializou ainda a sua protecção ao mosteiro deixando-lhe em testamento cerca de mil libras.
A comunidade religiosa tinha grande influência em Almoster, localidade a quem D. Dinis concederia carta de couto em 1 de Maio de 1298. O poder das monjas era visível na apresentação do alcaide, em cobranças de dízimos e no recebimento de um foro de uma galinha por habitação erguida no couto.
Com a conclusão das casas conventuais, cerca do ano de 1300, o edifício recebeu as primeiras nove religiosas, cujo noviciado tinha sido feito no mosteiro cisterciense de Celas, em Coimbra. Entre elas encontrava-se a primeira abadessa de Almoster, D. Maria Gonçalves. Mais tarde também aqui professou D. Violante Gomes (t 16/07/1568), mãe de D. António, Prior do Crato. A sua lápide é uma das que podem ver-se no claustro.
O conjunto edificado compõe-se pela igreja, os dormitórios (em ruínas), o antigo refeitório e a sala do capítulo, dispostos em torno do claustro, do qual só restam dois lanços e a fonte da crasta, datada de 1625. No pavimento da sala do capítulo encontram-se várias lajes tumulares de abadessas, e por cima dos bancos é visível um silhar de azulejos setecentistas.
A igreja, que segue a tipologia do gótico mendicante, é composta interiormente por três naves de cinco tramos de arcos ogivais, separadas por pilares com pilastas adossadas, decoradas com capitéis de feição vegetalista. A capela-mor, na qual é visível a lápide de Gil Eanes da Costa e de sua mulher, apresenta volumes escalonados, sendo coberta por abóbada de cruzaria de ogivas.
O espaço interno do templo encontra-se dividido pela construção de um coro baixo maneirista, que separava a zona das religiosas da parte destinada aos leigos.
O mosteiro foi alvo de diversas campanhas de obras que alteraram a austeridade do primitivo edifício cisterciense. Destas campanhas destacamos, no século XVII, os painéis de azulejaria – com azulejos de padrão e de tapete – os revestimentos dos retábulos e de nichos com talha dourada barroca. Já no século XVIII a igreja foi enriquecida com ornatos de alvenaria e com arranjos nas absides. Do seu património móvel destacamos a escultura gótica da centúria de Trezentos representando Cristo na Cruz, única no país.
Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o mosteiro foi progressivamente votado ao abandono, tendo sido efectuadas pela DGEMN algumas obras de conservação e restauro entre os anos de 1950 e 1980 segundo critérios de restauro da época. Entre 2001 e 2006 o IPPAR, através do seu programa de recuperação dos conjuntos monásticos, empreendeu uma vasta operação de restauro do seu património integrado (conjunto de retábulos, azulejos, vitrais, esculturas, pintura mural, sinos de bronze, etc.) e do património móvel (litúrgico, paramentaria).
Classificação Monumento Nacional: 1920-05-27
Tutela da Diocese de Santarém

Mosteiro de S. Francisco
O Mosteiro de São Francisco é Monumento Nacional desde 1917. A sua fundação remonta ao século XIII, possuindo na sua estrutura, sinais marcantes das várias épocas pelas quais passou, até chegar aos nossos dias.
O edifício medieval integra-se naquilo a que se deu o nome de “gótico mendicante”, caracterizado sobretudo pela amplitude do espaço, vãos altos assentes em pilhares finos e ornamentação escultórica rara e pouco saliente.
A igreja, tal como se apresenta na actualidade, é o resultado de sucessivas remodelações que foram ocorrendo ao longo do tempo.
Do templo gótico inicial restam boa parte da volumetria e os elementos estruturais mais importantes, embora bastante refeitos pelas campanhas de reconstrução a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cujo objectivo era, exactamente, a recuperação de toda a estética medieval.
O plano original da igreja incluía uma ápside semicircular com contrafortes, que lhe davam um aspecto poligonal, ladeada por quatro capelas escalonadas de planta rectangular e um corpo longitudinal dividido em três naves de altura desigual, sendo a central mais alta. As naves são compostas por cinco tramos e fazem a transição para a cabeceira num transepto elevado à altura da nave central.
A meio da nave central, encontra-se o coro alto, concebido, provavelmente, segundo modelos ingleses, é marcado por um exuberante programa decorativo que contrasta com a simplicidade do resto da igreja gótica. Dos três tramos que existiam até ao final do século XVI, restam dois, tendo sido deslocado um deles para a entrada da igreja e outro destruído.
Em meados do século XV foram acrescentadas várias capelas que mudaram em grande medida o aspecto da nave direita e, no último quartel do século XVI, a igreja volta a sofrer uma importante campanha de obras que resultou na transformação radical do cruzeiro, capela-mor, dos braços do transepto, convertidos em capelas e foram adicionadas novas capelas adossadas ao coro alto.
Horário: quarta-feira a domingo das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 |Encerrado aos feriados
Nota: Na eventualidade da existência de eventos o monumento poderá estar encerrado ao público
Morada: Rua 31 de Janeiro
Freguesia de Salvador – Santarém

Muralhas das Portas do Sol
Das imponentes fortificações de Santarém pouco resta. As Portas do Sol assentam sobre muralhas e têm ainda três torreões. Além da Porta do Sol, hoje varanda panorâmica, vê-se uma outra porta que dava para o Alfange. Alguns lanços de muros e um troço da Porta de Santiago, completam os vestígios do que foi um dos mais importantes castelos medievais. Ajardinado em 1896, é hoje a sala de visitas da cidade.

Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia
Igreja de S. João do Alporão
A Igreja de São João do Hospital ou de Alporão, construída no século XII, surgiu no âmbito das lutas político-religiosas da reconquista cristã. Dado o seu enquadramento, fora do perímetro das muralhas, a igreja de S. João constituiu um ponto nevrálgico na organização urbana de Santarém. Possui uma torre romântica circular, que, juntamente com a Torre do Relógio (Cabaceiro) imprimia ao conjunto um carácter militar-defensivo. No último quartel do século XVIII ocorreu, por deliberação camarária, a demolição da Porta do Alporão e da torre da igreja. Em 1834, extinto o monaquismo, a igreja foi adquirida por um particular que a transformou em arrecadação. No século XIX, o edifício foi transformado em teatro, aqui tendo sido representadas as peças românticas na moda.
Historiadores e arquitectos da segunda metade do século XIX reconheceram o valor histórico do edifício que, após restauro, abriu ao público em 1882, como Museu Distrital. Em 1910 o edifício foi classificado como Monumento Nacional e beneficiou, em sucessivas etapas, de obras de restauro e conservação. A sua municipalização deu-se durante o período da 1ª República. O Museu é hoje detentor de um espólio arqueológico e cultural valiosíssimo. Quanto à arquitectura, a construção da igreja sofreu várias influências estéticas o que permite integrá-la nas correntes artísticas do Romântico e do Gótico.
A estratégia de modernização do velho museu de S. João de Alporão como primeiro núcleo do novo figurino museológico da cidade foi uma das medidas do Plano Museológico de Santarém. Inaugurado em 1994, este núcleo tem procurado garantir a unicidade do programa museológico das exposições temporárias e potenciar coerentemente, através de formas específicas de valorização patrimonial e museológica, a realidade local. Nesta Igreja está instalado o Núcleo Museológico de Arte e Arqueologia do Museu Municipal de Santarém.
Temporariamente encerrado
Sito no Largo Zeferino Sarmento
Classificação de Monumento Nacional: 1910-06-16

Torre das Cabaças / Torre do Relógio
Núcleo Museológico do Tempo
A velha Torre do Relógio – vulgarmente conhecida por Cabaceiro – é um dos elementos arquitectónicos mais conhecido e emblemático de Santarém, tendo sido, em tempos, a Torre do Relógio do Senado da Câmara.
A Torre das Cabaças, ou Cabaceiro, como o vulgo a denomina, é na realidade uma Torre Relógio, de que se conhece a introdução em Portugal desde os primórdios do século XV. A designação popular fixou-se nos finais do século XVIII, derivada das sete ou oito cabaças de barro colocadas na estrutura de ferro que suporta o enorme sino de bronze datado do 1604. A Torre Relógio de Santarém, construída em meados do século XV, ergueu-se sobre uma estrutura pré-existente: uma torre do recinto muralhado da Vila medieval ligada à Porta de Alpram ou Alporão.
A sua forma prismática, de um paralelepípedo, com uma base de 9,76 por 7,20m e altura de 26m (31,40m com a estrutura de suporte do sino) foi crescendo por sucessivos acrescentos ao longo do tempo, sempre através do mesmo processo construtivo, de aparelho de alvenaria de pedra calcária irregular e revestida a argamassa de cal e areia.
O seu volume áspero e monolítico eleva-se praticamente isento de fenestração até próximo do cimo. Aí, apresenta oito grandes ventanas, duas em cada face, com as vergas em semi-arco, deixando antever uma pequena parte da calote esférica que cobre o seu último piso, suportando, por sua vez, a estrutura de ferro forjado, de forma trapezoidal, que sustenta o enorme sino de bronze e oito peças cerâmicas em forma de cabaças, cuja função é provocar a ressonância do som do sino ao bater as horas.
Horário: 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 | Última entrada às 17h15 | Encerra às Segundas, terças-feiras e feriados excepto no dia 19 de Março – Dia da Cidade.
Sito no Largo Zeferino Sarmento
Classificação de Monumento Nacional: 1928-02-03
Marcação para visitas:243 377 290 | 912 578 970 ou em http://www.museu-santarem.org/

Padrão de Santa Iria
Pedestal de cal e areia revestido a pedra e encimado com a imagem que deu o nome a Santarém, Santa Iria ou Eirena. Existem duas datas, 1644 e 1775. Encontra-se situado na Ribeira de Santarém, junto da margem direita do Rio Tejo. Pode ler-se a seguinte inscrição:
A D. S IRENAM OR D. INIS DL NEDIOTI
HICTAGVS IRENASACROTEGITOSSA SE PVLCHRO
QV.ª VTVIRCO MARTIR EVLGETINARCEPOLI

in “Santarém Monumental – Roteiro”
de Octávio da Silva Paes Mendes

Padrão da Tomada de Santarém
local da Porta da Atamarma
Marca o local onde existia a porta do arco da Atamarma, outra das entradas da cidade e em cujo padrão se lê:
O eixo da coluna e o traço negro do paramento marcam o alinhamento da muralha onde existia a porta do arco da Atamarma pela qual entrou D. Afonso Henriques na tomada de Santarém aos mouros em 15 de março de 1147
Uma lápide indicou desde 1865 até 1917 o local em que existiam porta e muralha demolidas por ameaçarem ruina. No ano de 1917 iniciaram-se as obras d’este monumento que foi modificado e inaugurado em 1920 aos onze dias do mez de janeiro

in “Santarém Monumental – Roteiro”
de Octávio da Silva Paes Mendes
 

Palácio de Eugénio Silva ou dos Meneses _ Câmara Municipal de Santarém
A Câmara Municipal de Santarém ocupa actualmente o Palácio dos Meneses, belo exemplar da arquitectura civil solarenga dos meados do século XVII ou, pelo menos, dos finais do século XVII. A aquisição do imóvel ocorreu em 1954, sendo os seus últimos proprietários os herdeiros do capitalista Eugénio de Carvalho e Silva. O presidente da Câmara que procedeu à transacção foi o Dr. Jacob Magos Pinto Corrêa. As obras de adaptação realizaram-se entre 1954 e 1956, até à sua inauguração oficial, recuperando-se o edifício solarengo e libertando-o dos anexos agrícolas, de modo a dar-lhe a dignidade de um futuro espaço público.
Desconhece-se actualmente que membro da família Meneses foi o seu construtor, muito embora, face à época da construção, se possa presumir ter sido obra de D. Pedro de Meneses (c. de 1635), filho de D. Duarte Meneses, sepultados na Capela das Almas do Mosteiro de S. Francisco. O solar foi edificado no Bairro de Extra-Muros, com fachada voltada para o Largo do Espírito Santo, actual Largo do Município, definindo, doravante o enquadramento paisagístico de toda aquela área, pois também tinha entrada pela Calçada do Monte, para a qual davam também os jardins.
O Palácio é de linhas clássicas, elegante e sóbrio nas fachadas, repleto de janelas de sacada com as suas características molduras setecentistas e curiosamente pinaculado. Sobre as janelas o arquitecto abriu pequenas frestas para a iluminação do sótão. A entrada principal encontra-se a meio da fachada Norte, com porta de cantaria modelada e pinaculada, no meio da qual, sobre o lintel, se colocou a janela central, sobrepojada de frontão triangular. Sobre a fresta desta janela encontra-se o brasão da família Meneses, os seus primeiros proprietários e provedores das lezírias no século XVIII.
A inauguração da Câmara Municipal de Santarém no novo espaço ocorreu em 3 de Junho de 1956, na presença do Presidente da República, General Francisco Higino Craveiro Lopes. O Palácio foi classificado como imóvel de interesse público, ainda em 1951.

 

 

 



Palácio Landal
Palácio situado na Rua Serpa Pinto, onde se crê ter nascido o grande escritor Frei Luís de Sousa, honra das letras nacionais. Na sua frontaria, um painel de azulejo, assinala a data do seu nascimento, 1555 e onde se lê:

NESTA CASA SEGUNDO É VOZ,
NASCEU EM 1555
D. MANUEL DE SOUSA COUTINHO
GLÓRIA DAS LETRAS PORTUGUESAS
QUE AO HULMILDAR-SE
NO HÁBITO DE DOMINICANO,
MAIOR VULTO DEIXOU NO
MESTRADO DA LÍNGUA E PASSOU
SIMPLESMENTE A CHAMAR-SE
FREI LUÍS DE SOUSA

 in “Santarém Monumental – Roteiro”
de Octávio da Silva Paes Mendes

Urbi Scallabis - Centro de Interpretação
Núcleo Museológico
A Alcáçova de Santarém, actualmente ocupada pelo Jardim das Portas do Sol, ostenta os mais antigos e mais importantes vestígios da ocupação humana de Santarém, constituindo, por essa razão, o local privilegiado para a instalação de um núcleo museológico que materialize a génese e evolução histórico-urbanística da cidade.
O Núcleo da Alcáçova integra em primeiro lugar, um “Centro Interpretativo”. A sala de exposições foi alvo de um projecto de design global, resultado de uma combinação das tradicionais vitrinas com uma componente multimédia, mediante as quais os visitantes receberão explicações prévias sobre o conhecimento existente de cada um dos períodos cronológicos abordados. Os nossos visitantes podem assim iniciar a sua "viagem" pela cidade, explorando os equipamentos existentes no Centro de Interpretação, seguindo depois caminho para as Ruínas Romanas – onde podem encontrar uma montra interactiva com algumas explicações.
Horário: de quarta-feira a domingo, 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 | Telefone: 243 357 288

Informações Úteis
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Rua Capelo Ivens, n.º 63
2000-039 SANTARÉM

Telf.: 243 304 437
E-mail: postoturismo@viversantarem.pt
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