
Convento de S. Francisco
Sinopse Histórica
Os primeiros frades surgem em Portugal cerca do ano de 1219, após terem sido distribuídos por várias partes da Europa.
A vila de Santarém, acolhe a chegada dos Frades Menores cerca do ano de 1240. Estes instalaram-se inicialmente nos arrabaldes da Villa. Mais tarde, em 1242, no reinado de D. Fernando, iniciou-se a construção do Convento de S. Francisco, este situado numa área periférica ao centro da Vila.
Ao logo de oito séculos de existência, constata-se que o complexo monacal nunca conheceu o seu terminus, no que diz respeito à sua construção. As primeiras dependências a serem construídas, foram com certeza, a Igreja e a sala do capítulo, esta última que mais tarde vai conhecer uma profunda remodelação.
Na segunda metade do século XIV, a Igreja conhece a intervenção régia. O rei D. Fernando manda construir um coro alto, nos três tramos médios da nave central da mesma. Durante os séculos XV e XVI realizaram-se as campanhas de abobadamento do Claustro, a construção da segunda sala do capítulo e a construção das capelas do interior da Igreja. Após o terramoto de 1755, foi efectuada a reconstrução das capelas afectadas.
Coro Alto | Ilustração de Wilby Bya
No século XVI o convento serve de hospital da Ordem e em meados do século XVII a população ascenderia a sessenta monges. Cedo o Convento afirma a sua importância junto da comunidade como parece evidenciar a construção de um alpendre no adro da igreja, ainda no final do século XIII, para albergar a população que afluía à igreja ou para a realização de actos públicos, como a reunião das cortes de 1477.
Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o monumento recebe a cavalaria passando no século XX a integrar a Escola Prática de Cavalaria. Em 1917 o complexo arquitectónico é classificado como Monumento Nacional, tendo-se iniciado na década de 40 intermináveis obras de recuperação da responsabilidade da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais.
As escavações arqueológicas realizadas na década de 90 colocaram em evidência uma série de sepulturas escavadas na rocha tanto na nave central da igreja como nas capelas laterais, na zona do adro e vários silos de Época Islâmica anteriores ao próprio Convento.


Interior da Igreja
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Claustro
Arquitectura do Convento
A igreja, tal como se apresenta na actualidade, é o resultado de sucessivas remodelações que foram ocorrendo ao longo do tempo.
Do templo gótico inicial restam boa parte da volumetria e os elementos estruturais mais importantes, embora bastante remodelados pelas campanhas de reconstrução a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cujo objectivo era, exactamente, a recuperação de toda a estética medieval.
O plano original da igreja incluía uma ápside semicircular com contrafortes, que lhe davam um aspecto poligonal, ladeada por quatro capelas escalonadas de planta rectangular e um corpo longitudinal dividido em três naves de altura desigual, sendo a central mais alta. As naves são compostas por cinco tramos e fazem a transição para a cabeceira num transepto elevado à altura da nave central.

Planta actual do Convento
Em termos arquitectónicos, o edifício medieval integra-se naquilo a que se deu o nome de “gótico mendicante”, caracterizado sobretudo pela amplitude do espaço, vãos altos assentes em pilares finos e ornamentação escultórica rara e pouco saliente.
A meio da nave central, encontra-se o coro alto, concebido, provavelmente, segundo modelos ingleses, é marcado por um exuberante programa decorativo que contrasta com a simplicidade do resto da igreja gótica. Dos três tramos que existiam até ao final do séc. XVI, restam dois, tendo sido deslocado um deles para a entrada da igreja e outro destruído.
Em meados do séc. XV foram acrescentadas várias capelas que mudaram em grande medida o aspecto da nave direita e, no último quartel do séc. XVI, a igreja volta a sofrer uma importante campanha de obras que resultou na transformação radical do cruzeiro, capela-mor, dos braços do transepto, convertidos em capelas e foram adicionadas novas capelas adossadas ao coro alto. Desta reforma restam os grandes arcos de feição maneiristas que enquadram as capelas das Almas, do Sr. Jesus (só restam vestígios), de St.ª Maria Madalena e de Nª. Sr.ª da Conceição (só restam vestígios).

Pormenor de elemento arquitectónio presente no interior da Igreja
HORÁRIO
Quarta-feira a Domingo: 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Encerrado aos Feriados
Na eventualidade da existência de eventos o monumento poderá encerrar.
EXPOSIÇÕES PATENTES
- Exposição Multimédia: "SOS Igreja" - Parceria entre a autarquia, a diocese de Santarém e o Museu da Polícia Judiciária
- Exposição de pintura: "Um Outro Olhar...", do artista Willy Bya - Sala anexa ao Convento
ACTIVIDADES
- 26 de Setembro - "Vi(r)ver os animais...no interior do convento", jogo lúdico, no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2009
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- 27 de Setembro - Recriação histórica do quotidiano do mosteiro no Século XIII, no âmbito das Jornada Europeias do Património 2009
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