O Teatro Sá da Bandeira foi palco da VI Gala Santareno, no dia 21de Novembro, numa homenagem ao Teatro Português. Os atores Manuela Maria e Camilo de Oliveira receberam o Prémio Santareno de Teatro, na categoria Carreira.
O Instituto Bernardo Santareno e a Câmara de Santarém decidiram este ano, atribuir, pela primeira vez, o prémio Vida, que foi conferido a Maria Barroso “pela sua carreira de atriz, pela sua luta pela liberdade e pela excelência da sua atuação em várias áreas”.
Maria do Céu Guerra e Miguel Guilherme receberam o prémio Interpretação, pelos desempenhos nas peças “D. Maria, a Louca”, de Antônio Cunha, e “O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti”, respetivamente.
A peça “O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti”, texto de Bertolt Brecht encenado por João Lourenço, para o Teatro Aberto, em Lisboa, recebeu o prémio Espetáculo.
A categoria Especial foi atribuída a Castro Guedes, o encenador, tradutor, dramaturgo, ator, que atualmente dirige o Centro Dramático de Viana, que a organização quis distinguir “pelo seu percurso” e também “como estudioso da obra de Bernardo Santareno”.
Sofia Dinger e Pedro Caeiro foram agraciados com o prémio Revelação, respectivamente pelo solo “Nothing’s Ever Yours to Keep” e pela interpretação de Chris Flanders no “Comboio da Madrugada”, peça de Tenesse Williams encenada por Carlos Avilez.
O Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno, atribuído este ano à obra inédita “Em Viagem para Belle Reve”, pela “invulgar conjugação de elementos cénico-teatrais, de imaginação e escrita”, foi entregue a Armando Nascimento Rosa.
Perante uma Sala repleta, o vencedor sublinhou que a obra vai subir aos palcos pelas mãos do encenador Carlos Avilez, já no próximo ano.
A VI Gala Bernardo Santareno teve como apresentadores Cláudia Semedo e Afonso Pimentel, num espetáculo que contou com as participações do Coro dos Pequenos Cantores de S. Francisco, do Conservatório de Música de Santarém, Ana Paula Russo (soprano), Rui Antunes (tenor) e Rui Lopes (pianista), Custódio Castelo, Carlos Garcia e Carlos Menezes, e ainda Cristina Maria Ferreira.
Os Prémios Santareno de Teatro são atribuídos anualmente desde 2006 pelo Instituto Bernardo Santareno, criado pela Câmara de Santarém, com o objetivo de manter viva a memória do dramaturgo Scalabitano.